Violencia nas escolas
Eta assunto complicado, mas diante de tantos acontecimentos noticiados pela mídia de adolescentes cometendo e sofrendo violência nas escolas, não poderia ficar sem compartilhar minha opinião com vocês, na verdade estou como a grande maioria dos pais, não sei bem como agir, fala-se de um novo modo de educar, de crianças e adolescentes diferentes, mais independentes, mais informados, mais conscientes de seus direitos, crianças que tratam adultos em pé de igualdade, de uma educação em que é proibido o uso de palavras como castigo, punição e recompensa.Sinceramente um grande ponto de interrogação se forma na minha cabeça, eu com apenas 25 anos , porem criada com uma educação totalmente diferente, e por incrível que pareça em outros tempos, tempos em que pai e mãe tinham que ser chamados de senhor e senhora, em que não se contestava ordem de “mais velho”, e uma travessura mais grave era punida, castigada, com uma boa surra de cabo de vassoura, e nota azul no boletim era recompensada com um belo presente, meu pai inventou a pedagogia do “fazer por merecer”, sempre que eu ia pedir alguma coisa ele me perguntava – Tu fez por merecer?, se eu tivesse me comportado direito, respeitado minha mãe, enfim se tive sido uma boa menina havia feito por merecer e ganhava o que queria. Pra mim essa “pedagogia” funcionou, pois me formou uma pessoa de bem, sem nenhum tipo de trauma de infância. Já estava me preparando para usar com o Eric o “fazer por merecer”, mas diante de todos os especialistas dizendo que hoje em dia seria inviável esse tipo de educação, me questiono sobre qual caminho devo seguir para dar ao meu filho a melhor educação possível. Sei que não existe formula pronta, sendo assim muitas perguntas povoam minha mente, como ser firme e exercer a autoridade sem castigar quando a criança fez algo de errado? Devemos impor regras? Se sim, como fazer essas regras serem cumpridas? Como manter os filhos longe de violência, drogas, álcool, cigarro, imprudência no trânsito? Como ensinar aos filhos valores que foram se perdendo ao longo dos anos???
Gosto de pensar que a resposta é simples, imagino meu filho como uma sementinha, devo plantar uma boa semente, numa terra fértil, rega-la com atenção e na dose certa, retirar fungos e ervas daninhas que poderiam atrapalhar seu crescimento.
Acompanhar, participar, conhecer, ser amigo mantendo o papel de pais, porem ter um diálogo aberto e acessível com o filho, ter autoridade sem ser autoritário, respeitar o filho como um endivido livre, porém orienta-lo em suas escolhas, e proibir sim quando necessário, mas nunca dizer um enfático não, sem explicar o motivo do não, assim como nunca dizer um sim sem explicar o motivo, deixar claro quem é quem e fazer o filho entender que pode contar com você, confiar em você. Uma relação assim não se constrói da noite para o dia, ela vem sendo construída desde que a criança nasce, com muito amor e dedicação, porém acho que nunca é tarde para começar, mesmo que o filho já seja um adolescente, ainda é possível construir uma relação de confiança, basta tomar coragem e abrir o coração, falar de seus medos, suas angustias, seus sonhos, suas duvidas, enfim tornar-se mais humano diante dos olhos dos filhos que muitas vezes esquecem que os pais tratam-se de seres humanos, e mostrar para o filho que você está ali pronto para ouvi-lo sempre que ele quiser, começar a participar mais das atividades de seu filho, sabendo que assim como você pai, o filho também quer ter um bom relacionamento com você. Sempre falo que filho é pra curtir, colocamos outras pessoas no mundo pra quê afinal? Curtir, reviver fases da vida, divertir-se, acompanhar orgulhoso o desenvolvimento, sentir essa coisa louca, mágica e tão especial que só um filho é capaz de fazer você sentir, olhar abobalhado, encantado, dar o nosso melhor, viver cada momento com o filho como alguém que saboreia um delicioso prato comida, sentindo cada sabor, aproveitando cada prazer, valorizando cada momento como se fosse único, amar, amar, amar, ser feliz.
Se eu tiver uma única dica pra dar é
CURTA SEU FILHO, na pior das hipóteses você foi feliz com ele.
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